sábado, 26 de dezembro de 2009

Ducktails, Ducktails



O disco, ou o alinhamento específico de canções por um mesmo artista, mais marcante do ano é de ducktails. O disco homónimo de ducktails, lançado pela Not Not Fun Records. A mesma de Sun Araw, Inca Ore, Super Minerals, Pocahaunted, por exemplo. O disco é um manual. Um manual para quem trabalha amostras e para quem constrói novas melodias sobre as mesmas amostras. Existe outra grande lição a retirar destas canções, a utilização abusiva da repetição. Basta pegar na canção "Beach Point Pleasant", uma amostra que dura cerca de dois segundos em sequência durante mais de quatro minutos. O último tema também é uma lição de como onze minutos podem fazer a diferença para um tema de apenas dois ou três. Depois há a produção. Efeitos de reverberação, filtros e compressão. Para dar às canções o efeito rádio AM que parecia ter morrido com a chegada dos ficheiros áudio comprimidos. Para além disso, ducktails é referido no artigo mais odiado do ano, "Hypnagogic Pop" por David Keenan, ao lado dos inevitáveis The Skaters. Importantíssimo, portanto. Foi também a partir de ducktails que cheguei à trilha sonora que me acompanhou praticamente o resto do ano. Best Coast, Memory Cassette, Universal Studios Florida, e claro, Real Estate. Ou mesmo Toro y Moi e Washed Out. Não existe etiqueta para juntar isto tudo. Estas bandas tornaram o surgimento da próxima coisa grande uma miragem. A coisa mais grande do ano é ducktails e ninguém o conhece.

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