quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Labareda

A labareda flui lenta e suave
na montanha sobe, arde
chama os sons e estilhaça
a memória e o esquecimento

A chama tinge o céu laranja
do livro, de páginas folheado
lido, sorvido depois de pousado
flores que jazem nesse chão

É terna e ardente leitura
do corpo em chama, do espanto
queimando a ponta dos dedos

Sara as feridas do corte
tão dócil, adormece com encanto
fechando as pálpebras dos olhos

2 Comentários:

Blogger Fu disse...

Parabéns, Pedro.
Por vezes parei, para perceber o propósito da pontuação;

15 de setembro de 2012 às 10:01  
Blogger Almirante disse...

Obrigado, Pai.

15 de setembro de 2012 às 13:16  

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