segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Verdura dos Mares

A verdura dos mares, das ondas que se vão formando, aguarda ainda o descobrimento. Procuro ainda a candura do que é simples. É a morna que balança cá dentro. Um ritmo quente e lento, palpitação de um coração de um corredor, de um salteador. A aventura que se faz olhando para dentro e para a frente. Ao mesmo tempo. E os peixes e aves acompanham-me. Fazem-me companhia na viagem, do lado de fora. Quando olho pela janela vejo-os a voar e a nadar. Encontro nos animais a simplicidade que busco incessantemente de uma forma diária. É a verdura das águas, e a dança que vejo e sinto é cada vez mais lenta e forte. Deve ser assim que se originam todos os nossos desejos.

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