sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Apocalipse



O fascínio de um planeta que colide com o nosso e tudo o que de apocalíptico isto tem. Dividido em duas partes e um prólogo, de imagens em câmara lenta de acções surreais, acerca de um estado de alma. Que tanto pode ser um corpo que nos atinge ou uma apatia geral por tudo o que nos rodeia, até nos momentos mais importantes da nossa existência. Não se pense que a segunda parte do filme, onde se atinge o apogeu das imagens, dos banhos de lua ao colidir final de dois corpos celestes, é mais interessante. Até será. Mas a primeira parte, aparentemente mais enfadonha, tem também no virar de uma curva de uma limusina o caminho aberto para a tristeza profunda e duradoura. Fascinante Apocalipse.

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