domingo, 29 de agosto de 2010

Vôo de Papagaio

Fui breve. Estar de volta é olhar para trás de relance e lembrar a paisagem daquela urbanização construída sobre o mar e no meio das dunas, que um dia vai acabar engolida pelo oceano. Ver de novo a praia cheia de famílias de chapéus de sol e milhares de cadeiras viradas de frente para o mar e ouvir a ladainha dos vendedores a ser entoada numa voz metalizada e as colmeias de cabelo no cocuruto. À noite o caminho no passeio marítimo e observar as lojas de bóias, raquetas, barcos, bonecos, malas, pulseiras, anéis, vestidos e camisolas de bandas duras. E tornar este lugar, feito de pressão urbana defronte o mar, um lançar de papagaio que roda três vezes para a direita e mais três vezes para o lado contrário e voa sem parar.

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