segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Verão Eterno d'Os Capitães da Areia, Os Capitães da Areia



Cantar sobre o sol para alcançar a eternidade. Poderia ser assim, numa só frase, que se definiria um disco como este. E de facto nada mais seria necessário. Mas escutar a frescura de um disco assim não acontece todos os dias. Aliás, não acontece há muitos anos. Seria preciso regressar aos tempos áureos da pópe cantada em português, para encontrar um registo tão ingénuo quanto pensado, tão puro quanto produzido. Esta bomba em forma de disco contém canções com uma luminosidade tal que esta seria capaz de ferir mesmo a vista do mais jovem utilizador de óculos de sol. Felizmente não será preciso tamanho trauma para demonstrar que as canções deste Verão Eterno soam a um tempo luminoso e obviamente duradouro. As ilusões de uma jovem banda e a construção de um edifício altíssimo e transparente estão todas aqui. Desde o coração das canções, a voz adolescente e pueril e a guitarra eléctrica africanizada, até aos arranjos inteligentes e requintados de uma tarola que saltita, um baixo que ondula e teclados e segundas vozes que aumentam a dose de emoção de cada acorde. A inocência e o romance em canções que irradiam luz solar de audição para audição. A praia, essa fronteira terrestre com o mar e o Verão, estado de alma de constante alegria, encontram a sua forma perfeita neste disco totalmente insular. Seria impossível pedir algo maior.

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